BOLETIM ECONÔMICO FREECARGO


Boletim dia 10/12

Postado em 16/12/2016

 

Vendas de cimento caem 3,5% em novembro, afirma Snic

As vendas no mercado de cimento somaram 4,92 milhões de toneladas em novembro, o que representa uma queda de 3,5% em relação ao mesmo mês de 2015, segundo dados preliminares divulgados pelo Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (Snic).

As vendas acumuladas de cimento de janeiro a novembro alcançaram 52,9 milhões de toneladas, queda de 12,2%.

As vendas médias por dia útil mostraram alta de 4,5% na comparação de novembro deste ano contra igual período do ano passado.

 

Mercado aposta em corte maior de juros e contratos futuros caem

As taxas dos contratos futuros de juros fecharam em queda na BM&F refletindo a desaceleração maior que a esperada do IPCA de novembro e o alívio na preocupação com o cenário político local.

O IPCA de novembro subiu 0,18% sobre outubro, abaixo do avanço de 0,26% registrado em outubro. É a menor leitura para novembro desde 1998. Em 12 meses, a variação acumulada caiu a 6,99%, a mais baixa desde os 12 meses findos em dezembro de 2014.

Com a inflação mostrando sinais de desaceleração, o avanço das reformas fiscais e a perspectiva de um recuperação econômica mais demorada que a esperada, a discussão no mercado passa a ser entre um corte de 0,50 ponto percentual e 0,75% ponto percentual da taxa Selic na reunião de janeiro.

“Uma queda de 0,75 ponto percentual não é ainda o cenário-base , mas se tivermos uma desaceleração mais forte da inflação, e tudo evoluindo bem do lado fiscal, haveria uma hipótese de o BC acelerar a queda da Selic em ritmo mais intenso que 0,5 ponto percentual”, afirma Rogério Braga, sócio de gestor da Quantitas.

Na BM&F , o DI para janeiro de 2018 caiu de 11,90% para 11,86%, enquanto o DI para janeiro de 2019 recuou de 11,48% para 11,46%. Já o DI para janeiro de 2021 fechou estável a 11,75%.

 

 

Energia elétrica deve ajudar a conter IPCA de dezembro, prevê IBGE

 

energia elétrica pode ajudar a conter o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de dezembro, a ser divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A inflação do último mês do ano deve absorver parte da redução de 11,73% nas contas de luz de uma das companhias do Rio de Janeiro, em vigor desde 7 de novembro, além do corte de 16,28% na tarifa de uma das empresas de Porto Alegre em 22 de novembro, informou Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE.

“E ainda tem a bandeira tarifária, que tinha passado para amarela em 1º de novembro, o que implicava num acréscimo de R$ 1,50 por cada 100 kw/h consumidos, e que voltou a ser verde a partir de 1º de dezembro”, lembrou Eulina.

Combustíveis      

Na direção oposta, pode pesar no IPCA o novo anúncio da Petrobras para os preços dos combustíveis nas refinarias, que desta vez foi de alta de 8,1% na gasolina e aumento de 9,5% no diesel, em vigor desde o dia 6.

Também é esperado um impacto de reajustes nos preços dos cigarros, praticados por duas empresas diferentes. No caso do ônibus urbano, a tarifa de Campo Grande pode sofrer um reajuste de 8,67%, autorizado em 5 de dezembro, mas suspenso depois por uma liminar concedida pela Justiça.

 

Vale obtém licença de operação para seu maior projeto de minério de ferro

 

RIO DE JANEIRO/BRASÍLIA, 9 Dez (Reuters) – O projeto bilionário de minério de ferro da mineradora Vale S11D, em Canaã dos Carajás, Pará, recebeu a licença de operação do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) nesta sexta-feira (9), segundo documento publicado no site do órgão ambiental.

Maior projeto da história da Vale, o S11D tem previsão para entrar em operação ainda neste ano, acrescentando capacidade de produção anual de 90 milhões de toneladas de minério de ferro. A primeira venda de minério do projeto é aguardada para janeiro, segundo a Vale.

A licença, segundo o documento, é válida por 10 anos a partir da data de sua assinatura e está condicionada ao cumprimento de condicionantes, como apresentação de relatórios, e de obrigações relativas a compensações ambientas.

“O grau de impacto do empreendimento é de 0,5%. O valor da compensação ambiental relativo ao Projeto de Ferro Carajás S11D foi estipulado em R$ 47.594.033,84, valor a ser devidamente atualizado”, informou o documento do Ibama.

 

Em comunicado ao mercado, a Vale destacou nesta sexta-feira que o conjunto de mina e planta do S11D alcançou 96% de avanço físico no fim do terceiro trimestre.
Em setembro, o Ibama emitiu a licença de operação de 10 anos para o ramal ferroviário do S11D.

Com 101 quilômetros de extensão, o ramal será responsável pelo escoamento do minério produzido na mina, em Canaã dos Carajás (PA), até a Estrada de Ferro Carajás (EFC), em Parauapebas (PA), de onde o produto seguirá para o Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, em São Luís (MA).

“Os testes com carga estão progredindo com sucesso. Um trem com mais de 110 vagões foi carregado com aproximadamente 300.000 toneladas de ROM (sigla em inglês para run-of-mine, ou produção bruta), que foram acumuladas em estoque”, afirmou a empresa.

“A LO (licença de operação) para a mina e planta do S11D é um marco importante para consolidar a posição da Vale como o produtor com menor custo caixa C1 da indústria.”

Produção industrial cai em 11 de 14 locais em outubro, mostra IBGE

A produção industrial recuou em 11 dos 14 locais pesquisados entre setembro e outubro, de acordo com pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As quedas mais intensas foram registradas em Minas Gerais (-7,6%) e Pará (-4,2%). Na outra ponta, houve expansão da indústria no Rio de Janeiro (3,4%), Paraná (2,7%) e Pernambuco (1,5%). Em outubro, a indústria brasileira recuou 1,1%.

Em São Paulo, a queda foi pior que a média nacional. O recuo de 2,4% em outubro reverteu a alta de 1,4% registrada na produção um mês antes. No acumulado de 2016, a indústria de São Paulo apresentou recuo de 6,2% e, em 12 meses, de 7,3%.

Também com baixa superior à média nacional, ficaram as indústrias de Goiás (-3%), Amazonas (-2,5%), Santa Catarina (-2,1%) e Região Nordeste (-1,2%). Ainda com resultados negativos em outubro apareceram Rio Grande do Sul (-1%), Espírito Santo (-0,6%), Ceará (-0,3%) e Bahia (-0,3%).

 

Perante outubro de 2015, 13 dos 15 locais avaliados pelo IBGE mostraram queda na produção industrial. As baixas mais expressivas foram verificadas por Mato Grosso (-21,6%), Espírito Santo (-15,4%), Goiás (-13,7%) e Minas Gerais (-11,1%).

“Amazonas (-8,6%), Ceará (-7,5%) e Bahia (-7,4%) também registraram resultados negativos mais acentuados do que a média nacional (-7,3%), enquanto São Paulo (-6,5%), Santa Catarina (-4,9%), Rio Grande do Sul (-4,4%), Região Nordeste (-2,6%), Paraná (-2,2%) e Pernambuco (-0,7%) completaram o conjunto de locais com taxas negativas”, apontou o instituto em nota.

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